← artigos

Como avaliar uma fonte: nota para quem deu a informação e para a informação

OSINT Rio · 26/10/2026

Achar a informação é a parte fácil. Difícil é saber o quanto você pode confiar nela. Sem isso, o relatório vira opinião com link.

Cinco perguntas rápidas

  1. A fonte é oficial? O site é de órgão público, de universidade ou de uma organização conhecida? Endereços terminados em .gov.br e .edu.br ajudam, mas não bastam: confira o endereço letra por letra, porque cópias falsas existem (typosquatting).
  2. Está aberta ou tem restrição? Existe sigilo, login ou aviso de uso? Isso muda o que você pode fazer com o dado.
  3. Quem publicou tem autoridade no assunto? Um perfil anônimo e um perito não pesam igual.
  4. Quando foi publicado? O valor e a confiabilidade de um dado dependem da data. Registre o momento em que você coletou.
  5. Há viés? Quem publicou ganha algo com essa versão? A cobertura de um mesmo fato muda de veículo para veículo.

A escala que a inteligência usa

Policiais e analistas costumam dar duas notas separadas, e essa é a ideia mais útil: a fonte pode ser boa e a informação, duvidosa, ou o contrário. A escala tradicional, conhecida como Código do Almirantado, funciona assim:

Confiabilidade da fonte

Letra Significado
A Totalmente confiável
B Geralmente confiável
C Razoavelmente confiável
D Geralmente não confiável
E Não confiável
F Não dá para avaliar

Credibilidade da informação

Número Significado
1 Confirmada por outras fontes
2 Provavelmente verdadeira
3 Possivelmente verdadeira
4 Duvidosa
5 Improvável
6 Não dá para avaliar

Assim, "B2" quer dizer uma fonte geralmente confiável com uma informação provavelmente verdadeira. "F6" quer dizer que você não sabe nada sobre nenhuma das duas, e deve escrever isso no relatório em vez de esconder.

Como usar no dia a dia

  • Dê a nota na hora da coleta e anote junto com a fonte, a data e o endereço.
  • Reveja a nota da informação quando aparecer uma segunda fonte independente. Duas matérias repetindo a mesma agência contam como uma fonte só.
  • Procure ativamente o que contradiz a sua hipótese.
  • Quando duas informações forem incompatíveis, não escolha a que você prefere: registre as duas, com as notas.

A escala não é lei nem garantia de verdade. É uma forma de deixar claro, para quem lê, o quanto você sabe e o quanto você supõe.

Texto elaborado pela comunidade OSINT Rio a partir do conteúdo do curso de pós-graduação em OSINT da WB Educação (professores Alesandro Barreto, Ricardo Magno e Eduardo Amaral), com autorização.